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Os racionalistas acham um absurdo a devoção à Mãe Divina. Para falar a verdade, devoção para eles já é um absurdo, ainda mais à Mãe de um Deus, que eles não acreditam que exista.
Os yogues iluminados, como Yogananda, Shivananda, Ramakrishna, Aurobindo, Amma, seres que vivenciaram as profundezas e as alturas do ser, perceberam a existência do poder do Absoluto, pois toda consciência equivale a um nível de poder.
Os tântricos, diziam "Shiva sem Shakti é shava", que significa: consciência sem poder é um cadáver.
Ramakrishna, afirmava que Deus sem forma era seu pai e Deus com forma era sua mãe. Lao-Tsé, chamava aquilo que não tem forma de Tao e aquilo que tem forma de Mãe. Muitos católicos dizem que ninguém vai à Jesus sem passar por Maria.
Se observarmos atentamente, a adoração do Sagrado na forma feminina, sempre esteve presente em todas as tradições, basta olhar para o culto à Tara, no Tibet, Kuan Yin, no Japão, Lakshimi, Kali, Saraswati, Durga, na Índia, Ísis, no Egito, Iemanjá e Oxum, no Brasil, Nossa Senhora de Fátima, Lourdes, na Europa e mundo.
Mesmo a natureza, é adorada em diversos povos como Mãe: Mãe Terra, Mãe Gaia, Pachamama, etc.
Os sábios hindus perceberam três principais aspectos de culto à Mãe: o primeiro, com o nome de Lakshimi, representa o amor, a beleza e a abundância. O segundo, é representado pela Mãe Kali, nua e transparente, feroz contra toda injustiça, prisão e falsidade humana e o último aspecto, aquele que não desiste de aperfeiçoar a sua obra, denominada Mãe Saraswati, é aquela que dita os ritmos e coloca criatividade e arte em cada momento de nossas vidas.
Para acessarmos o primeiro poder, temos que ter amor pelo belo e serví-lo, não compactuando com as imundices e mau gostos humanos. Já o segundo, necessita que tenhamos amor à liberdade, à justiça e não toleremos nenhuma espécie de falsidade. O acesso ao último aspecto ou poder, depende de disciplina, organização e ação perseverante.
Sri Aurobindo disse que, somente quando ele se tornou mulher é que ele pôde ver Deus.
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